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Mais do que um problema económico, um problema social

Editorial
A ARAN foi recebida na Comissão de Economia da Assembleia da República no dia 13 de fevereiro para apresentar preocupação pelo cenário atual do setor automóvel em Portugal.

. O setor está a registar um grande número de encerramento de empresas, facto que causa, naturalmente, grande preocupação pelo facto, sem que o Governo nos dê respostas concretas às solicitações. 

António Teixeira Lopes
Presidente da direção da ARAN

1. A ARAN foi recebida na Comissão de Economia da Assembleia da República no dia 13 de fevereiro para apresentar preocupação pelo cenário atual do setor automóvel em Portugal. O setor está a registar um grande número de encerramento de empresas, facto que causa, naturalmente, grande preocupação pelo facto, sem que o Governo nos dê respostas concretas às solicitações.
Na reunião, recordámos que 75% do tecido empresarial do setor automóvel é composto por microempresas, ou seja, têm menos de cinco colaboradores. Em qualquer setor, os encerramentos acarretam vários outros problemas. Ao
problema social das pessoas que ficam sem emprego – aliás, muitas, no caso do setor automóvel, são pessoas da faixa etária acima dos 50 anos – junta-se, em alguns casos, problemas para os operadores que ficam, causados pela
atividade paralela que alguns dos profissionais das empresas encerradas fazem, por necessidade de subsistência. A ARAN já alerta para esta realidade há muito tempo, mas, até hoje, as autoridades não deram ouvidos.
Com o IVA a 23%, a não liquidação de outros impostos, a colocação de peças usadas, o não pagamento dos encaminhamentos dos resíduos e a falta de serviço de higiene e segurança, as empresas que “fecharam”, mas continuam a laborar, constituem concorrência desleal para aqueles que querem sobreviver, cumprindo todas as suas obrigações.
Os membros da Comissão de Economia ficaram surpreendidos com esta realidade e com outros dados que a ARAN lhes facultou. Um desses exemplos foi o facto de, no mês de Janeiro, um quarto dos automóveis ligeiros vendidos
em Portugal serem viaturas “premium”. Os membros da Comissão de Economia pareceram-nos sensibilizados para esta realidade. Aguardemos.

2. Nas últimas semanas, surgiu um movimento para reimplementar o sistema de incentivo ao abate de viaturas em sede de ISV. Quero referir, claramente, que a ARAN não concorda. O que a ARAN tem proposto, repetidas vezes, é uma redução do ISV nos segmentos A, B e C, pois uma diminuição da carga fiscal seria mais transversal.
Somos, além disso, favoráveis a que, tal como em outros países, as pessoas que precisem de parar os seus carros o possam fazer entregando os documentos às autoridades, podendo voltar a pô-los a circular mais tarde.
É que o problema é que muitos portugueses estão sem dinheiro para manter os seus automóveis. Isso nota-se em várias vertentes dos carros, como sejam, por exemplo, os pneus (que muita gente compra usados) e os travões. Resultado, há problemas de segurança rodoviária.